Home » Nóticias » Como planejar as compras do Natal e não ficar no vermelho

Como planejar as compras do Natal e não ficar no vermelho

É possível festejar o Natal presenteando quem se gosta, mas sem ficar no vermelho depois. Ter controle exato dos recursos para a lista de presentes e trocar lembranças inúteis por gesto de afeto são dicas para gastar menos e aproveitar a comemoração de fim do ano. Escolher melhor e ser criativo ajuda a reduzir a conta.

Augusto Saboia, consultor financeiro, defende que a lista de presentes seja feita com antecedência e que sejam comprados ao longo do ano, com parte do orçamento mensal destinada a isso. Recomenda também que, com a relação, o consumidor aproveite liquidações, com bons descontos para sobrar dinheiro. “É bom esperar o momento certo de comprar e ter criatividade”, defende.

Defina valor dos gastos

Para começar, deve-se definir o valor que será gasto. Reinaldo Domingos, do Instituto de Educação Financeira, destaca que é preciso diagnosticar a vida financeira em primeiro lugar. Saber quando dinheiro está disponível ou o tamanho e o prazo do parcelamento que se pode assumir. Definir quem vai ganhar presente, terá lembrancinha e receberá apenas um cartão é a próxima tarefa.

Por fim, com o valor e os nomes, resta definir quanto vai gastar com cada um. “Planejar é mais eficiente do que economizar. A pessoa não vai se privar de nada, só vai seguir um plano e assim gastar melhor”, defende Saboia.

Gabriela Tinoco, 22 anos, auxiliar técnica precisa se preparar. “Natal é um problema porque a fatura do cartão fica mais alta. Tem presente para mim, a família, o namorado. Compro o que acho que tem a ver com a pessoa. Gasto mais com meus pais e o namorado, e menos com os outros”, conta.

Confira as dicas dos especialistas

Faça um diagnóstico completo de sua vida financeira. Identifique os gastos do fim do ano e demandas futuras para saber de quanto poderá dispor. Se não tiver dinheiro na mão e estiver disposto a fazer um financiamento, defina quanto pode pagar e por quanto tempo.

Defina, se possível, com todos as pessoas envolvidas em casa, quem vai ganhar presentes. Aponte quem é importante e quem não é, de acordo com a proximidade, e escolha como presenteará pessoas mais distantes: um cartão ou uma lembrança simbólica são suficientes para compartilhar a alegria do Natal sem afetar o orçamento.

Divida o orçamento disponível pelos presenteados e calcule quanto pretende gastar com cada um.

Se a opção for pelo financiamento, pesquise as alternativas disponíveis. O crédito consignado e o crédito direto ao consumidor costumam ter taxas de juros menores do que o crédito rotativo do cartão de crédito ou o cheque especial e também do que nas financeiras.

Compre com antecipação. Já estamos em novembro e já há ofertas tentadoras que podem garantir preços mais baixos no item que você planeja comprar. Fique de olho e avalie. Nos próximos anos, se esforce para comprar antes, de preferência planejando o gasto desde o início do ano para não ter que comprar de uma vez só em dezembro.

Seja criativo ao escolher o presente. Nem sempre o item mais caro vai agradar mais. Busque mimos que sejam úteis e tenham a ver com o presenteado.

Pesquise preços dos objetos escolhidos com ajuda da Internet. A rede também facilita a compra. Um livro que custa até R$ 50 na livraria pode sair por menos de R$ 20 em brechós virtuais e lojas de saldo de livros. Sites de compras coletivas como o OfertaX, embora sejam um risco para quem quer controlar o orçamento, têm oferecido também produtos à venda com até 70% de desconto.

Presentes comprados este ano estão mais caros do que em 2009, mas vale a pena fazer um esforço para gastar pelo menos 10% menos do que ano passado com os mimos. Direcionada para a poupança, a diferença vira rendimento.

Consumidor deve controlar para não voltar a dever

É fácil perder o controle sobre o orçamento familiar com todo o apelo do Natal, que já bate à porta. Para se preparar e enfrentar novas compras, 11,3% dos cariocas limparam o nome no Serviço de proteção ao Crédito em outubro, informou o Clube de Dirigentes Lojistas do Rio. O índice foi cinco pontos percentuais maior do que ano passado, e o maior registrado este ano.

Para os especialistas em economia doméstica, porém, o risco é se endividar de novo. “Quem começou a se organizar deve controlar gastos e começar a guardar. Se não puder pagar, nem assumir financiamento, assuma sua realidade e explique às pessoas queridas a situação”, aconselha Reinaldo Domingos. “Pior do que não dar presente é dar algo que está além do que pode pagar e ganhar uma dívida”, acrescenta.

Domingos e Augusto Saboia sugerem que o consumidor não use o 13º salário para fazer compras e, sim, para se preparar para as despesas extras de janeiro e para guardar. Sem isso, a probabilidade de tomar novas dívidas é muito alta. Pesquisa da Anefac indica, porém, que só 12% planejam poupar. Já 57% dos consumidores vão usar o 13º salário para pagar dívidas. A má notícia é que este índice caiu 10,94% na comparação com 2009.

Tags:

Deixe um comentário